Criado com o nome de "Archivo Público Espírito-Santense", em 18 de Julho, pelo decreto nº 135 do Presidente do Estado, Jerônimo Monteiro, como um anexo à Biblioteca Pública. Em 02 de dezembro a repartição foi regulamentada pela lei nº 559, como dependente da Secretaria Geral do Governo. O acervo existente e a ser recolhido ficou dividido em quatro ordens: 1ª Legislativa e Administrativa; 2ª Judiciária; 3ª História e Geografia e 4ª Literária e Artística.
Inaugurada em 16 de agosto de 1982, a A Biblioteca Central da Ufes, é o principal espaço de informação do campus, abrigando um vasto acervo e oferecendo diversos serviços à comunidade acadêmica e ao público externo.
A Biblioteca Pública do Espírito Santo foi fundada em 16 de julho de 1855, constituindo-se como a quinta biblioteca pública estadual criada no Brasil. Inicialmente instalada em diferentes prédios do centro de Vitória ao longo do século XIX e início do século XX, a instituição passou por sucessivas reorganizações administrativas e modernizações de acervo. Em 1979, foi transferida para sede própria na Praia do Suá, onde permanece até hoje. O edifício possui área construída de 1.458,5 m², distribuída em dois pavimentos.
Em 17 de dezembro de 2004, por meio da Lei nº 7.958, a instituição passou a denominar-se Biblioteca Pública Estadual "Levy Cúrcio da Rocha", em homenagem ao historiador capixaba que se destacou pela atuação intelectual e pela preservação da memória documental do Espírito Santo. A biblioteca é vinculada ao Governo do Estado do Espírito Santo e desempenha papel central na difusão do livro, na preservação de acervos bibliográficos e no apoio às atividades culturais e educacionais do estado.
Não foram encontradas informações referentes à constituição administrativa da entidade produtora ou acumuladora do fundo documental.
A origem da Catedral Metropolitana de Vitória remonta ao século XVI, quando, aproximadamente em 1550, foi construída uma capela no local onde se estabeleceu a então Vila de Nossa Senhora da Vitória. Essa edificação inicial, de caráter simples, constitui-se como o marco fundador da cidade de Vitória, representando um dos primeiros elementos estruturantes da ocupação urbana na região.
No início do século XVIII, a capela foi elevada à condição de igreja matriz. Contudo, devido ao avançado estado de deterioração da estrutura, sua demolição foi realizada ao final do mesmo século, dando lugar a uma nova edificação, que permaneceu até o ano de 1918. Essa segunda igreja, edificada sob influências do estilo colonial, foi designada como catedral com a criação da Diocese do Espírito Santo, instituída em 1895, durante o episcopado de Dom João Batista Correia Néri.
Com o crescimento populacional da cidade e a necessidade de uma estrutura mais condizente com as funções litúrgicas e representativas da sede diocesana, a antiga igreja foi demolida, iniciando-se, em 1920, a construção da atual Catedral Metropolitana de Vitória. As obras estenderam-se por cinco décadas, sendo concluídas em 1970. O novo templo passou a se destacar na paisagem urbana pela imponência de sua arquitetura.
O projeto arquitetônico da catedral foi elaborado por Paulo Motta, também responsável pela concepção do Parque Moscoso, e contou, ao longo dos anos, com colaborações de diversos artistas e arquitetos. A edificação apresenta um estilo eclético, com forte predominância de elementos neogóticos, além de vitrais artísticos que conferem expressividade estética ao conjunto. A Catedral Metropolitana de Vitória constitui-se, atualmente, em um dos mais importantes símbolos históricos, religiosos e arquitetônicos da capital capixaba.
O bairro Santo Antônio foi selecionado, no final do século XIX, para a instalação de diversos cemitérios. O Cemitério de Santo Antônio, construído nesse mesmo período em decorrência da proibição de sepultamentos no interior das igrejas, consolidou sua importância sobretudo no início do século XX.
Em 1911, foi inaugurado o serviço de bondes elétricos, que operava inicialmente com duas linhas: uma ligando Santo Antônio ao Suá e outra conectando a Cidade Alta à Cidade Baixa. Em 1º de maio de 1912, ocorreu a abertura oficial do Cemitério de Santo Antônio, ocasião em que se instituiu o serviço de cortejo fúnebre por meio de bondes, utilizando-se um carro para o caixão e outro destinado aos acompanhantes
O projeto Cine Memória - A história das Salas de Cinema do Espírito Santo é um projeto de pesquisa do Departamento de Arquivologia da Universidade Federal do Espírito Santo. Ao longo dos treze anos de pesquisa foi possível reunir um significativo acervo, que conta com fotografias, jornais, revistas, plantas e entrevistas, que, através deste inventário, será disponibilizado aos centros de informações, arquivos e bibliotecas. Destacamos que essa coleção do projeto não possui nenhum documento físico, todos são digitalizados e devolvidos aos seus acervos públicos e privados, de origem.
Junto com o grupo de pesquisa, o projeto pleiteou um apoio financeiro para o Fundo de Cultura do Estado do Espírito Santo (FUNCULTURA), através do edital destinado à seleção de projetos culturais para inventário de acervos no estado, tendo sido contemplado no ano de 2012. A proposta, então, era a de organizar um inventário analítico do acervo digital da coleção Cine Memória, indicando a origem do acervo original para os consulentes.
A Companhia Docas do Espírito Santo (CODESA) foi criada em 1975, por meio do Decreto nº 75.439, com a finalidade de administrar e desenvolver os portos organizados sob sua jurisdição no estado do Espírito Santo. A estatal federal foi constituída como empresa pública vinculada ao então Ministério dos Transportes, posteriormente subordinada à Secretaria de Portos e, atualmente, à estrutura do Ministério de Portos e Aeroportos.
Durante décadas, a CODESA foi responsável pela gestão do Porto de Vitória e do Porto de Barra do Riacho, localizados, respectivamente, na capital capixaba e no município de Aracruz. Sua atuação compreendia a administração da infraestrutura portuária, a manutenção dos acessos aquaviários e a promoção do desenvolvimento das atividades comerciais e logísticas associadas ao setor portuário.
A empresa também teve papel estratégico na economia regional, contribuindo para o escoamento de produtos como minério de ferro, grãos, contêineres, entre outros, sendo parte fundamental da cadeia logística estadual e nacional.
Um marco importante na trajetória da CODESA ocorreu em 2022, quando foi a primeira autoridade portuária federal a ser desestatizada. O processo de concessão à iniciativa privada foi formalizado em março de 2022, com a assinatura do contrato com a empresa vencedora do leilão. A concessão abrange a exploração dos portos por 35 anos, incluindo investimentos na modernização da infraestrutura e na ampliação da capacidade operacional.
Com isso, a CODESA encerrou suas atividades como autoridade portuária estatal, abrindo caminho para um novo modelo de gestão portuária no país, alinhado às diretrizes de eficiência, competitividade e atração de investimentos privados.
O Convento da Penha, localizado no alto do Morro da Penha, em Vila Velha, Espírito Santo, é um dos mais antigos e importantes santuários religiosos do Brasil. Sua origem remonta ao século XVI, com a chegada do frade franciscano Frei Pedro Palácios, em 1558. Devoto de Nossa Senhora, Frei Pedro trouxe consigo uma imagem da Virgem Maria, à qual dedicou uma pequena ermida construída inicialmente no sopé do morro, conhecida como Capela de São Francisco.
Com o passar dos anos, relatos de natureza mística — como o desaparecimento da imagem da santa e seu reaparecimento no alto do morro — motivaram a construção de um novo templo no topo da montanha. Em torno de 1570, foi finalizada a capela que daria origem ao atual convento, estruturado em estilo colonial e posicionado a cerca de 154 metros de altitude, de onde se tem uma vista panorâmica da Baía de Vitória e do entorno da região metropolitana.
O Convento da Penha consolidou-se como centro de fé e peregrinação, especialmente a partir do século XVII. Em 1630, Nossa Senhora da Penha foi proclamada padroeira do Espírito Santo por meio de bula papal. A Festa da Penha, celebrada anualmente desde então, tornou-se uma das maiores manifestações religiosas do país, atraindo milhões de devotos todos os anos.
Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 1943, o convento preserva um acervo arquitetônico e artístico de grande relevância. Seu altar-mor, em estilo rococó, foi entalhado em madeira de cedro no século XIX e abriga pinturas e painéis assinados por artistas renomados como Victor Meireles e Benedito Calixto. O conjunto arquitetônico também inclui ruínas, trilhas, capelas anexas e áreas de proteção ambiental cobertas por remanescentes da Mata Atlântica.
Nas últimas décadas, o Convento da Penha tem passado por constantes obras de restauração e modernização, visando a preservação do patrimônio histórico, a segurança dos visitantes e a valorização do turismo religioso no Espírito Santo. Ainda hoje, o local permanece como um símbolo da identidade capixaba, reunindo espiritualidade, cultura, história e natureza em um dos pontos mais emblemáticos do estado.
Os Departamentos Estaduais de Rodovias surgiram em 27 de dezembro de 1945, a partir do Decreto-Lei Nº 8.463, de iniciativa do então presidente da República José Linhares.
Além de uma reorganização do Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER), que passou a ter autonomia administrativa e financeira, o Decreto-Lei determinava que os estados criassem seus departamentos para que os mesmos recebessem recursos do Fundo Rodoviário Nacional (FRN).
O Decreto 16.414, de 29 de março de 1946, assinado pelo então interventor federal no Espírito Santo, Aristides Alexandre Campos, eram criados o DER e o Conselho Rodoviário Estadual, subordinados ao secretário de Estado de Agricultura. O primeiro diretor do DER foi Dido Fontes de Faria Britto.
Era o início da trajetória de um órgão que se tornaria um dos mais importantes do Espírito Santo, contribuindo, decisivamente, para o desenvolvimento socioeconômico e sustentável do Estado. Os anseios e demandas da população capixaba fizeram com que o Departamento de Estradas de Rodagem ampliasse seu campo de atuação, com a elaboração de projetos e execução de obras de outras naturezas, como, por exemplo, aeródromo.
A Resolução nº 07, do Conselho Rodoviário Estadual (CRE), de 25 de março de 1947, aprovou, provisoriamente, as normas para projeto das estradas de rodagem constantes do Plano Rodoviário Estadual;
Em 02 de setembro de 1948, a resolução CRE nº 02 passou a exigir publicação de edital para concessão de linhas de transporte;
Em 20 de janeiro de 1949, a Lei nº 196 aprovou o Regulamento para o Transporte Coletivo de Passageiros nas estradas de rodagem estaduais;
A Resolução CRE nº 02, de 15 de junho de 1949, baseada no Decreto nº 16.141, de 29/03/1946, aprovou o Plano para Construção de Estradas e Caminhos Vicinais;
A Lei nº 511, de 16 de julho de 1951, desmembrou a antiga Secretaria de Agricultura, Viação e Obras Públicas, criando as secretarias de Viação e Obras Públicas e de Agricultura, Terras e Colonização;
A Lei nº 527, de 03 de outubro de 1951, previa 30% da dotação para o setor rodoviário;
A Resolução CRE nº 08, de 03 de dezembro de 1951, aprovou o Regulamento da Polícia Rodoviária do DER;
A Lei nº 664, de 26 de novembro de 1952, criou o Fundo de Pavimentação Rodoviária;
Por meio da Lei nº 2177, de 22 de dezembro de 1965, o DER foi reorganizado e deu prazo de 90 dias para o Poder Executivo baixar o regulamento e o regimento do DER, que passou a se designar DERES;
A Lei nº 2482, de 24 de setembro de 1969, estabeleceu o Conselho Nacional de Trânsito, na área do Espírito Santo, constituído do Departamento Estadual de Trânsito, de Circunscrições Regionais de Trânsito, do Conselho Estadual de Trânsito, Conselho Municipal de Trânsito e Departamento de Estradas de Rodagem;
A Resolução CRE nº 40, de 03 de dezembro de 1974, aprovou o Plano Rodoviário;
A Lei n 3043, de 3 de dezembro de 1975, estabeleceu as competências para a Secretaria do Estado do Interior e Transportes;
A Lei nº 3220, de 21 de julho de 1978, deu nova estrutura organizacional ao Departamento, que passou a ser designado DER-ES, como uma autarquia com personalidade jurídica de Direito Público e autonomia administrativa e financeira, vinculada à então Secretaria de Estado do Interior e dos Transportes;
Em 1979, por meio da Lei n 1328, passou a ser competência exclusiva do DER-ES a fiscalização de Trânsito nas Rodovias Estaduais e a guarda dos bens públicos situados na faixa de domínio, recriando a Polícia Rodoviária Estadual, com integrantes.
Em 27 de julho de 1979, o Decreto nº 1329-N, criou a Junta Administrativa de Recursos de Infrações (JARI/DER-ES);
A Resolução CRE nº 1831, de 20 de dezembro de 1982, aprovou o Sistema Rodoviário Estadual (SER);
Em 28 de setembro de 1990, por meio da Resolução CRE nº 3253, foi incluída a Divisão de Tráfego e Trânsito (DTT) na Estrutura Organizacional do DER-ES;
Em 2000, O Departamento Estadual de Rodovias (DER) passou por mudanças. O órgão, que atuava exclusivamente no setor rodoviário, foi unido ao Departamento Estadual de Edificações (DEO), passando a formar o Departamento de Edificações, Rodovias e Transportes do Espírito Santo (DERTES), por meio da Lei Complementar nº 223, publicada no Diário Oficial em 07 de janeiro de 2002. A área de Edificações, incorporada por meio da fusão realizada em 2000, passou a ser responsável por todas as obras de construção, reforma e ampliação de prédios públicos do Estado;
Em 03 de março de 2007, por meio da Lei Complementar n 381, o DERTES foi desmembrado em DER-ES (Departamento de Estradas de Rodagem do Espirito Santo) e IOPES (Instituto de Obras Públicas do Estado do Espirito Santo);
Em 01 de julho de 2011, por meio da lei complementar nº 591, ficou instituída 3 Comissões Julgadoras de Defesa Prévia (CJDP) na Estrutura Organizacional do DER-ES, para agilizar os trabalhos de julgamentos de Defesa Prévia de autos de infrações de trânsito e outras multas.
Em 30 de outubro de 2019 por meio da Lei Complementar nº 926, que também extinguiu o Instituto de Obras Públicas do Espírito Santo (IOPES), tranformou o Departamento de Estradas de Rodagem (DER-ES) recriado em 2007 em Departamento de Edificações e de Rodovias do Estado do Espírito Santo (DER-ES) vinculado a SEMOBI (Secretaria de Estado de Mobilidade Urbana e Infraestrutura), unindo o legado de edificações do antigo IOPES ao legado de rodovias do antigo DER-ES, sendo assim um departamento reponsável tanto pelas obras e conserva de rodovias quando as obras de edficações (construção, reforma e manutenção de prédios públicos) no estado.
Em 18 de janeiro de 2021, por meio do decreto Nº 4805-R ficou instituída a Diretoria de Governança responsável por dar suporte ao DER-ES em questões jurídicas, normativas, de integridade, de controle interno, de correição, de licitações, de contratos e de ouvidoria.
Em 31 de março de 2023, por meio da lei complementar nº 1.032, o DER-ES passa por uma reestruturação onde é criada a Diretoria Executiva Geral que dividira atribuições gerais do departamento com o Diretor Presidente. Essa nova diretoria dará auxilio as outras diretorias de área, nas questões técnicas e de contratações, definições estratégicas entre outras competências enquanto o Diretor Presidente ficará a cargo da representação do departamento junto ao Governo do Estado e da sociedade, questões internas de quadro pessoal e outras competências definidas nessa lei. Antes todas essas atribuições ficavam sob unica responsabilidade do Diretor Presidente, com essa alteração estima-se mais serenidade e agilidade nos processos com dois diretores dividindo atribuições gerais do departamento.
Fonte: Site institucional, disponível em: https://der.es.gov.br/historia. Acesso em: 06 ago 2024.
Através do Decreto Lei 2.557 de 04 de setembro de 1940, o governo estabelece os serviços de informações oficiais em todo o país, com o objetivo de garantir a distribuição de notícias e informações úteis sobre a administração, política externa, comércio, indústria, educação e saúde, regulamentando tais serviços nos Estados, ou seja, cria os DEIPs. As funções do Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP), a partir de então, passam a ser executadas entre o Governo Federal em parceria com os Estados. Os governos estaduais tiveram que organizar em um só órgão, denominado Departamento Estadual de Imprensa e Propaganda (DEIP), todos os serviços responsáveis pelo controle e deliberação da imprensa, rádiodifusão, diversões públicas, propaganda, publicidade e turismo. De acordo com o referido decreto, os DEIPs deveriam estar subordinados ao DIP (DECRETO LEI 2.557, 1940).
A Faculdade de Direito de Vitória (FDV), oficialmente Faculdades Integradas de Vitória, foi fundada em 18 de setembro de 1995 pelo professor e procurador Antônio Abikair, com um projeto pedagógico inovador no Espírito Santo
O Foto Clube do Espírito Santo (FCES) foi fundado em 1946, resultado da articulação entre fotógrafos amadores que se reuniam na tradicional loja “Empório Capichaba”, aberta na década de 1930 pelos imigrantes italianos Donato e Domingos Giafredo. Um ano antes, em 1945, esses entusiastas já haviam promovido a I Exposição de Arte Fotográfica de Amadores, o que sinalizava a força do movimento que culminaria na criação oficial do clube. Na assembleia de fundação, realizada em 1946, 22 sócios-fundadores marcaram presença, dando início às atividades do FCES.
Com o objetivo de fomentar a fotografia enquanto expressão artística, o clube passou a promover uma série de atividades formativas e culturais, como cursos, encontros, seminários e exposições. Entre suas principais iniciativas destacam-se os Salões Capixabas de Arte Fotográfica, realizados entre 1951 e 1978. Ao todo, foram promovidas 26 edições, sendo 22 delas acompanhadas de catálogos impressos. A partir de 1958, os salões adquiriram projeção internacional, consolidando o FCES como importante espaço de intercâmbio e visibilidade para a fotografia capixaba.
A produção fotográfica do clube foi marcada por uma diversidade de estilos e abordagens. Seus membros exploraram desde o pictorialismo e a estética moderna até vertentes mais ligadas ao fotojornalismo e à fotografia publicitária. Os registros produzidos nesse período retratam o Espírito Santo sob variados olhares — seja através de paisagens naturais, da arquitetura urbana, de cenas do cotidiano ou de retratos — compondo um valioso mosaico visual da vida capixaba nas décadas de 1950 a 1970.
Entretanto, a partir do final da década de 1970, o clube começou a perder força. O avanço da tecnologia fotográfica, com a popularização dos filmes coloridos e dos serviços comerciais de revelação, reduziu o interesse por técnicas manuais e pela fotografia em preto e branco. Esse contexto contribuiu para o declínio das atividades do FCES, cujo último salão fotográfico foi realizado em 1978, encerrando um ciclo de mais de 30 anos de atuação.
Apesar da dissolução formal, o legado do Foto Clube do Espírito Santo permanece vivo. Parte significativa de sua produção foi preservada e, mais recentemente, digitalizada pelo Arquivo Público do Estado do Espírito Santo (APEES), permitindo que o acervo continue a inspirar pesquisas, exposições e reflexões sobre a história da fotografia e da cultura visual capixaba.
A Galeria de Arte Homero Massena (GHM) foi inaugurada em 31 de março de 1977, no bairro Cidade Alta, em Vitória, e é mantida pela Secretaria da Cultura do Estado do Espírito Santo (Secult-ES). O espaço leva o nome do artista Homero Massena (1885–1974), importante pintor capixaba de linguagem impressionista, cuja trajetória marcou a história das artes visuais no estado.
Desde sua fundação, a galeria tem se dedicado à promoção da arte contemporânea, com ênfase na valorização de artistas capixabas, especialmente os em início de carreira. Através de editais públicos e de uma programação ativa e diversificada, a GHM abre espaço para exposições individuais e coletivas que exploram múltiplas linguagens, como pintura, instalação, performance e vídeo.
Além das mostras expositivas, a galeria também desenvolve ações de formação e mediação cultural, como oficinas, visitas guiadas, rodas de conversa e projetos como o “Ateliê Ocupação”, que oferece residências artísticas abertas ao público. Essas iniciativas têm contribuído para aproximar a arte do cotidiano da população, fortalecendo os vínculos entre a produção artística e a comunidade.
Ao longo de seus mais de 40 anos de atuação, a Galeria Homero Massena também constituiu um valioso acervo de obras de arte capixaba, e tem promovido exposições que recuperam e ressignificam a memória artística local — como mostras dedicadas à arte naïf e à restauração de obras de nomes como Nice e Elpídio Malaquias.
Nos últimos anos, a galeria passou por processos de ampliação e requalificação, incluindo a incorporação de novos espaços, como uma área para arte-educação e convivência, tudo isso respeitando o valor histórico do imóvel onde funcionou o antigo Arquivo Público do Estado.
Com entrada gratuita e uma programação acessível e plural, a Galeria Homero Massena consolidou-se como um dos mais importantes centros de difusão das artes visuais no Espírito Santo. Seu papel vai além da exposição de obras: ela se tornou um polo de formação, experimentação e incentivo à cultura, cumprindo com excelência sua missão pública.
Período Republicado na qual Jerônimo de Souza Monteiro foi governador do Estado do Espírito Santo.
A Biblioteca de Apoio Maria Stella de Novaes foi criada para auxiliar a pesquisa junto às fontes documentais primárias. Sua formação deu-se mediante doações de publicações impressas por parte de instituições, pesquisadores/escritores e de recolhimentos junto às secretarias e órgãos do governo estadual, totalizando aproximadamente 18.000 (dezoito mil) volumes impressos, entre livros, jornais, revistas, recortes, Leis, Decretos, Anais, Publicações Oficiais, Mensagens e Relatórios de Governo.
A Imprensa Capixaba nasce efetivamente em janeiro de 1849 quando surge o "Correio da Victória", publicação periódica que se prolongou por quase três décadas. Em 1840, porém, é publicado, em um único número, "O Estafeta", do qual se tem exemplares localizados.
Por meio do "Plano Nacional de Microfilmagem de Periódicos Brasileiros", coordenado pela Biblioteca Nacional, foram reproduzidos milhares de títulos de jornais de todo o Brasil. Os periódicos referentes ao Espírito Santo foram disponibilizados pelo Arquivo Público, em 1986, que também participou como parceiro no projeto. Na ocasião, foi publicado o catálogo "Jornais e Relatórios de Presidentes de Província – ES" em microfilmes, para auxiliar os pesquisadores na consulta dessa importante fonte de pesquisa.
Novos títulos foram agregados ao projeto desde então e na oportunidade das Comemorações do Centenário do Arquivo Público do Estado do Espírito Santo a instituição publicou on-line a relação dos títulos de jornais microfilmados, disponibilizando o primeiro exemplar de cada jornal, em formato PDF, para download. O material completo pode ser consultado na Sala de Consultas do APEES ou no site da Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional.
O objetivo do Arquivo Público é dar continuidade à reprodução dos periódicos que foram e ainda são publicados no Espírito Santo. Os jornais são importantes instrumentos que testemunham e retratam o cotidiano, constituindo-se relevantes fontes de pesquisa para a compreensão histórica.
Com a presente relação on-line, os pesquisadores têm informações sobre o conteúdo microfilmado de cada periódico e podem colaborar no fornecimento de exemplares ou títulos ainda não contemplados pelo projeto.
Estão disponíveis 72 títulos de jornais de 13 municípios capixabas, assim distribuídos:
Vitória - 38; Cachoeiro de Itapemirim - 9; Itapemirim - 8; Santa Leopoldina -3; Muqui - 3; Anchieta-Benevente -2; São Mateus -2; São Pedro do Itabapoana (atual distrito de Mimoso do Sul) – 2; Castelo – 1; Demétrio Ribeiro (distrito de João Neiva) – 1; Guaçui – 1; Muniz Freire – 1 e Rio Novo do Sul – 1.
A partir da década de 1940, o Estado do Espírito Santo, por meio da Secretaria de Agricultura (Seag), passou a desenvolver de forma mais efetiva o trabalho de defesa agropecuária. Em 1948, foi criado o Instituto Biológico do Estado do Espírito Santo (Ibees), no município de Cariacica, vinculado à Seag. O objetivo era realizar as atividades de apoio à pecuária por meio do diagnóstico de doenças dos animais.
Durante as décadas de 1950 e 1960, foram implantados os primeiros programas de sanidade animal e vegetal no Estado. Mas, somente a partir de 1971, com a criação do Grupo Executivo de Combate à Febre Aftosa (Gecofa), o desenvolvimento dos trabalhos foi estruturado.
Em 1974, o Gecofa foi extinto, mas devido à necessidade de manutenção do serviço, sua estrutura permaneceu, e surgiu a primeira organização do sistema agrícola do Estado, que culminou na criação de sete instituições:
Empresa Capixaba de Pesquisa Agropecuária (Emcapa).
Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Espírito Santo (Emater).
Empresa Espírito Santense de Pecuária (Emespe).
Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola (Cida).
Companhia de Armazéns e Silos do Espírito Santo (Cases).
Centrais de Abastecimento do Espírito Santo S/A (Ceasa).
Instituto de Terras e Cartografia (ITC).
Em 1975, foi fundado o Instituto Estadual de Florestas (IEF). A Emespe substituiu o Gecofa e ampliou suas atividades no setor da pecuária.
Em 1996, o sistema da Seag foi reestruturado e reduzido de sete para quatro instituições. Da fusão das atividades da Emespe e do Instituto de Terras, Cartografia e Florestas (ITCF), surgiu o Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf).
O Instituto foi criado pela Lei Complementar nº 081, de 29 de fevereiro de 1996, e publicado no Diário Oficial de 1º de março de 1996, regulamentado pelo Decreto nº 4.006, de 17 de julho de 1996, e publicado no Diário Oficial de 18 de julho de 1996.
O Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN) é uma autarquia estadual vinculada ao Governo do Espírito Santo, que se destaca como um dos principais centros de produção de conhecimento aplicado às políticas públicas no estado. Criado em 1975, inicialmente como Fundação Jones dos Santos Neves, o instituto foi reestruturado em 1980, assumindo sua forma atual, com o propósito de fornecer subsídios técnicos e científicos para a gestão pública capixaba.
Ao longo de sua trajetória, o IJSN consolidou-se como uma instituição estratégica para o planejamento e o desenvolvimento socioeconômico do Espírito Santo. Sua atuação abrange a realização de estudos, diagnósticos e indicadores voltados à formulação, acompanhamento e avaliação de políticas públicas nas mais diversas áreas — como saúde, educação, segurança, mobilidade, habitação e desenvolvimento regional.
Com uma forte base em dados estatísticos e georreferenciados, o Instituto promove análises qualificadas e desenvolve projetos em parceria com órgãos públicos e instituições de pesquisa. Entre suas iniciativas de maior destaque está o Índice de Desenvolvimento Regional Sustentável (IDRS-ES), criado para orientar o planejamento territorial e a alocação de recursos com foco na redução das desigualdades sociais no estado.
Além do papel técnico, o IJSN também mantém um valioso acervo documental e fotográfico, com milhares de imagens e registros históricos que documentam obras públicas, personalidades e transformações urbanas no Espírito Santo ao longo do século XX.
Em 2025, o Instituto completou 50 anos de atuação, celebrando seu legado com uma nova identidade visual e reafirmando seu compromisso com a inovação, a transparência e a qualificação da gestão pública. Com uma equipe multidisciplinar e uma abordagem pautada na ciência e na técnica, o IJSN continua a contribuir de forma decisiva para a construção de políticas públicas mais eficazes, inclusivas e sustentáveis no estado.
O Correio do Sul foi lançado em 30 de junho de 1928 por Armando de Carvalho Braga e Jerônimo Braga (irmãos de Rubem Braga e Newton Braga) na cidade de Cachoeiro de Itapemirim, região sul do estado capixaba.
Em sua fundação o jornal tinha o seguinte organograma:
Armando de Carvalho Braga - diretor;
Jerônimo Braga - gerente;
Francisco Gonçalves - redator chefe;
Hélio Ramos – tipógrafo e chefe de oficina.
Nos primeiros anos de circulação do jornal o mesmo se intitulava “orgão oficial do Partido Republicano do estado do Espirito Santo” e sendo assim, sua modesta redação funcionava no pavimento térreo da prefeitura, localizada no centro da cidade. Nos primeiros meses a periodicidade do jornal era bissemanário, circulando nas quartas e sábados. Em dezembro de 1928 o Correio torna-se trissemanário, saindo as ruas nas terças, quintas e sábados.
Por sua linha editorial e tendências políticas que apoiavam o então presidente Washington Luís e o candidato da “situação” Júlio Prestes o Correio foi “empastelado” (empastelamente – jargão usado para a invasão sofrida por jornais contrários a Vargas) em outubro de 1930 em função da revolução de 30.
No período de outubro de 1930 a 21 de janeiro de 1931 o Correio não circulou. Em seu retorno, nas últimas semana de janeiro de 31 o jornal informava que a partir daquele momento o periódico seria um orgão independente, ou seja, sem tendências políticas.
Rubem e Newton Braga
Rubem Braga, irmão mais novo dos fundadores do Correio do Sul, passou a contribuir para o jornal a partir de agosto de 1928 com textos de variados assuntos. Em sua estreia, datada de 11 de agosto, o tema foi sobre o acidente dos pilotos italianos Ferrarin e del Prete.
Com apenas 15 anos de idade, em 1928, o Correio do Sul, sem saber, estava revelando para o Brasil os primeiros textos daquele que viria a se tornar um dos maiores estilistas da língua e responsável por converter a crônica em estilo literário.
Com uma coluna intitulada “Carta do Rio” Rubem escreveu por alguns anos para o jornal da família. O nome da coluna decorre do fato de Rubem, neste período inicial, estar residindo no estado do Rio de Janeiro. Quando o mesmo transfere-se para a cidade de Belo Horizonte, para finalizar seu curso de Direito, esta coluna passa a ser chamada de “Cartas de Minas”. Nos períodos que o jovem Rubem Braga passa férias em sua cidade natal ou na casa de praia da família, na cidade de Marataízes, ele publica pequenas notas sob o título de “Correio Maratimba”.
Newton Braga, irmão mais próximo de Rubem, pois é mais velho quase dois anos, também colabora com o jornal da família como redator chefe, cargo que assumiu em 1932. Sob seu comando o jornal ganhou identidade local sendo ele o responsável por movimentos cívicos como a criação do “Dia da Cachoeiro”. Newton foi poeta e crítico literário no jornal Diário de Notícias carioca.
O Fim
O Correio passou por vários donos, sendo marcado por uma posição de vanguarda cultural até seus últimos exemplares, datados do ano de 2000.
Dos jornais impressos em Cachoeiro de Itapemirim o Correio é um dos mais longevos periódicos e na atualidade as suas páginas podem ser folhados nos exemplares existentes no Instituto Newton Braga e na Casa dos Braga.
- Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Correio_do_Sul_(Cachoeiro_de_Itapemirim). Acesso em 05 jul. 2022.