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Registro de autoridade
Alberto Lucarelli
ALBLUC · Pessoa · 1884 - 22/04/1967

Nascido em Gênova, Itália, no ano de 1884, era filho de Annita e Pedro Lucarelli, pequenos empresários do ramo de fabricação de chocolates. Lucarelli já dominava a técnica fotográfica desde a Itália, onde havia estudado em uma escola especializada.

Lucarelli emigrou para o Brasil acompanhado do cônsul italiano Luigi Petrochi, então residente no Rio de Janeiro. Inicialmente, fixou residência em São Paulo, onde iniciou suas atividades como fotógrafo. No entanto, em razão da intensa concorrência no setor — composta por ateliês consolidados, tanto de conterrâneos quanto de outros imigrantes europeus — decidiu transferir seu empreendimento para a cidade de Vitória, no Espírito Santo, chegando à capital capixaba no início do século XX.

Em Vitória, tornou-se pioneiro na instalação de um estúdio fotográfico de caráter permanente, estabelecendo-se na rua Duque de Caxias. Entre os anos de 1908 e 1912, exerceu a função de fotógrafo oficial do governo Jeronymo Monteiro, com quem manteve uma estreita amizade. Ambos compartilhavam, inclusive, o gosto por atividades de lazer como caçadas, realizadas nas matas das então remotas regiões da Serra e de Cariacica.

Lucarelli faleceu em Vitória em 22 de abril de 1967, deixando um legado importante para a história da fotografia no Espírito Santo.

Albuíno Cunha de Azeredo
ALB · Pessoa · 1991 - 1994

Formado em engenharia pela Universidade Federal do Espírito Santo, nasceu no povoado de Morro de Argolas na zona portuária de Vila Velha. Antes de ingressar no ensino superior trabalhou como vendedor ambulante, comerciante e peão de pedreira, com passagem pelo Atlético de Vitória onde foi jogador de futebol. Estagiário da Companhia Vale do Rio Doce, trabalhou para a referida empresa após a graduação e a seguir fundou a ENEFER, empresa de consultoria no ramo do transporte ferroviário. Dividindo suas atividades empresariais com a política, integrou o MDB e também o PMDB, foi nomeado Secretário de Planejamento pelo governador Max Mauro cujos irmãos eram sócios de Azeredo em sua empresa. Rompida a convivência política entre o governador capixaba e os Camata no início dos anos noventa, tanto Max Mauro quanto Albuíno Azeredo ingressaram no PDT.

Azeredo foi eleito governador do Espírito Santo no segundo turno das eleições de 1990 (e empossado em 1991), com 51% dos votos, derrotando o senador José Ignácio Ferreira, após um início de campanha no qual suas intenções de voto registradas pelas pesquisas de opinião sequer chegavam a cinco por cento. Ao lado de Alceu Collares foi um dos primeiros governadores negros da história do país. Durante seu mandato, fez a doação de uma área para o município Barra de São Francisco, na qual foi construída a Escola Agrícola “Normilia Cunha de Azeredo”[1].

Após cumprir integralmente seu mandato retornou às suas atividades empresariais e em 1997 foi nomeado Secretário de Planejamento do município de Cariacica pelo prefeito Dejair Camata, cargo que deixou para se candidatar a governador em 1998 num pleito onde foi derrotado exatamente por José Ignácio, agora filiado ao PSDB. Convidado por Anthony Garotinho, então governador do Rio de Janeiro, presidiu a Rio Trilhos (responsável pelo metrô) e a Companhia Fluminense de Trens Urbanos (FLUMITRENS), retornando ao Espírito Santo em 2002 para se candidatar a deputado federal pelo PMDB num pleito onde figurou como suplente. Quando Rosinha Matheus, esposa de Garotinho, assumiu o governo fluminense, esta nomeou Albuíno Azeredo presidente da Companhia Estadual de Engenharia, Transportes e Logística (CENTRAL) e também o fez retornar à Secretaria de Transportes. Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Albu%C3%ADno_Cunha_de_Azeredo. Acesso em 13 de janeiro de 2023.

Faleceu em 16 de setembro de 2018, aos 73 anos de idade.

Alfredo Mazzei
MAZZEI · Pessoa · 1930 - 1980

Alfredo Mazzei foi um dos mais importantes fotógrafos de sua geração. Nasceu em Ubá-MG em 1904, e transferiu-se para o Cachoeiro de Itapemirim-
ES no final da década de 1920, onde iniciou sua atividade fotográfica. Em 1931 transferiu-se para a capital do estado e logo firmou-se como um profissional que prezava pela qualidade e originalidade. Seus registros fotográficos compõem um panorama social, paisagístico e político de suma importância para a sociedade capixaba de hoje. Fonte: Furtado, Marcello França. Catálogo do acervo pessoal de Alfredo Mazzei / Marcello França Furtado. – Vitória: Interferências Filmes e Projetos, 2022. Disponível em: https://drive.google.com/file/d/1NNyOj5g3Ux65QobkhtoSSf-ifrDy6-6n/view. Acesso em: 19 mai. 2023.

Alpia Couto
PRACO · Pessoa · 1958 - 1984

Faleceu aos 83 anos, devido a um acidente vascular cerebral (AVC). Alpia Couto se destacou por sua atuação no INES e em pesquisas sobre surdez entre as décadas de 1950 e 80, desempenhando um papel de relevância na história da educação de surdos. Álpia fez o Curso Normal no Instituto e trabalhou com surdos numa escola que funcionava dentro da casa de seus pais. Foi coordenadora no Centro Nacional de Educação Especial (Cenesp) e promoveu a reorganização dos cursos de especialização para professores de surdos no INES, que tiveram suas primeiras turmas formadas em 1981. Autora de livros na área da educação, Álpia também foi presidente da Associação Internacional Guy Perdoncini para o Estudo e Pesquisa da Deficiência Auditiva (Aipeda) e trouxe para o Brasil o Método Perdoncini, nos anos 60, adaptando-o para a língua portuguesa. A metodologia audiofonatória foi um recurso para facilitar a aquisição e aprendizagem do idioma pela criança com surdez. A professora ainda foi responsável pela criação da primeira escola de surdos em Vitória (ES), na década de 50.

A professora Álpia Ferreira Couto-Lenzi foi aluna do curso normal do INES e, posteriormente, servidora do Instituto tendo se destacado no desenvolvimento de pesquisas na educação de surdos entre as décadas de 1950 e 1980. Foi coordenadora no Centro Nacional de Educação Especial e promoveu a reorganização dos cursos de especialização para professores de surdos no INES, que tiveram suas primeiras turmas formadas em 1981. Foi autora de livros sobre a educação de surdos, e presidente da Associação internacional Guy Perdoncini para o estudo e pesquisa da deficiência auditiva

Fonte: Eliane Telles de Bruim Vieira.

André Malverdes
AM · Pessoa · 16/11/1972 - Atualmente

O Professor Dr. André Malverdes é docente universitário com atuação nas áreas de História e Patrimônio Cultural. Possui doutorado em História Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com ênfase em estudos sobre memória, cultura e identidade. Ao longo de sua carreira acadêmica, tem se dedicado à pesquisa sobre a preservação de acervos históricos, memória institucional e história da imigração.

Atualmente, é professor efetivo da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), onde leciona disciplinas nos cursos de graduação e pós-graduação, além de orientar trabalhos de iniciação científica, mestrado e doutorado. Desenvolve projetos de extensão e pesquisa voltados à educação patrimonial, com destaque para iniciativas em parceria com instituições públicas e arquivos históricos.

Autor de diversos artigos científicos e capítulos de livros, o Professor Malverdes é reconhecido por sua contribuição ao debate sobre políticas de preservação e valorização do patrimônio documental no Brasil. Participa ativamente de eventos acadêmicos nacionais e internacionais, promovendo o diálogo interdisciplinar entre história, arquivologia e antropologia.

Antenor Guimarães
ANTG · Pessoa · 29/02/1872 - 13/02/1932

Antenor Guimarães, nascido em 29 de fevereiro de 1872, na cidade do Rio de Janeiro, destacou-se como um dos mais relevantes agentes econômicos e urbanos da cidade de Vitória, Espírito Santo, no início do século XX. Faleceu em 13 de fevereiro de 1932, deixando um expressivo legado nas áreas do comércio, infraestrutura urbana e transporte, contribuindo significativamente para o processo de modernização da capital capixaba.

Estabelecido em Vitória, Guimarães fundou a empresa Antenor Guimarães & Cia. Ltda., cuja atuação foi determinante no setor de exportação de café, principal produto da economia capixaba naquele período. Sua inserção no comércio internacional foi ampliada por meio da representação de companhias marítimas estrangeiras, como a Norddeutscher Lloyd e a Hamburg Süd. Além disso, operava com embarcações próprias, incluindo lanchas, chatas e trapiches, assumindo funções logísticas no Porto de Vitória relacionadas ao transporte de cargas e passageiros.

Sua atuação não se restringiu ao campo econômico. Guimarães também participou da execução de serviços públicos essenciais, como a limpeza urbana e o transporte coletivo, setores nos quais obteve concessões que lhe permitiram contribuir diretamente para a melhoria das condições urbanas da cidade. Sua gestão empresarial nos serviços públicos é indicativa de uma visão ampliada de empreendedorismo, voltada para a modernização da infraestrutura municipal.

Mesmo após sua morte, sua influência permaneceu presente na paisagem urbana da cidade. Em 1940, foi construído, na Praça Costa Pereira, o Edifício Antenor Guimarães, considerado o primeiro edifício residencial vertical do Espírito Santo. Com sete pavimentos e equipado com elevador, a edificação marcou um novo momento na arquitetura e no desenvolvimento urbano de Vitória, sendo um símbolo da verticalização e da modernização arquitetônica local.

Como forma de reconhecimento institucional, em 1955 foi inaugurado um busto em sua homenagem na Praça Francisco Teixeira da Cruz, no Centro de Vitória. A escultura em bronze, de autoria do artista Carlo Crepaz, representa um importante marco de memória pública, consolidando a figura de Antenor Guimarães como personagem central na história do desenvolvimento socioeconômico da capital capixaba.

A biografia de Antenor Guimarães evidencia o entrelaçamento entre atividade empresarial e compromisso com o progresso urbano, revelando o papel de comerciantes e empreendedores na consolidação das bases materiais da cidade de Vitória no século XX.

Antonio Delfim Netto
ANTDF · Pessoa · 1928 - 2024

Antonio Delfim Netto foi um economista, professor e ex-político brasileiro, nascido em 1928, em São Paulo. Foi ministro da Fazenda (1967–1974), da Agricultura (1974–1975) e do Planejamento (1979–1985), sendo uma das figuras centrais da política econômica durante o regime militar. Notabilizou-se pela condução do chamado "Milagre Econômico Brasileiro", período de forte crescimento do PIB. É professor emérito da FEA-USP e autor de diversos trabalhos sobre economia brasileira. Após sua carreira política, manteve atuação ativa como consultor e articulista.

Arcesislau Soares
AS · Pessoa · 18[??] - Década de 1940

Natural de Cachoeiro de Itapemirim (data de nascimento desconhecida), o fotógrafo faleceu na cidade de Vitória na década de 1940. Realizou seus estudos primário e secundário em sua cidade natal. No início do século XX, transferiu-se para a capital capixaba, onde fundou o estúdio fotográfico denominado Foto-Film. Registros da imprensa, contudo, indicam que já exercia a atividade de fotógrafo desde o ano de 1881, possivelmente ainda em Cachoeiro de Itapemirim.

Outras informações:

Argilano Dario
ARGD · Pessoa · [?] - 05/04/1992

Argilano Dario foi um ex-deputado federal brasileiro pelo estado do Espírito Santo, tendo exercido mandato na Câmara dos Deputados entre 1963 e 1967, como suplente no período de 1967 a 1971. Ele também foi deputado estadual no Espírito Santo por dois mandatos (1951-1955 e 1956-1959).

Armando Falcão
ARMFALC · Pessoa · 11/10/1919 - 10/02/2012

Armando Ribeiro Falcão (1919–2010) foi uma figura de destaque na política brasileira durante o século XX, especialmente notabilizado por sua atuação durante o regime militar (1964–1985). Formado em Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, iniciou sua carreira pública no contexto do Estado Novo, integrando uma geração de políticos que transitaram com relativa fluidez entre diferentes regimes autoritários e democráticos.

Durante a década de 1950, Falcão ocupou posições importantes na administração pública federal, demonstrando afinidade com setores desenvolvimentistas do Estado brasileiro. Sua projeção política, contudo, consolidou-se durante o regime militar, quando passou a ocupar cargos de alta relevância, como o de Ministro da Justiça entre 1974 e 1979, no governo do general Ernesto Geisel

Élcio Álvares
BR ESAPEES EA · Pessoa · 1932 - 2016

Formado em Direito pela antiga Faculdade de Direito do Espírito Santo, em 1955. Elcio Alvares iniciou sua carreira política em 1966, quando concorreu ao cargo de deputado federal pelo Espírito Santo, pela Aliança Renovadora Nacional (Arena), entretanto perdeu a disputa, ficando com suplente. Contudo, em 1970, substituiu a cadeira do deputado federal Raimundo Andrade.
Entre 1971-1975, foi deputado federal pelo Espírito Santo. Em junho de 1974, foi indicado pelo presidente Geisel a ocupar o cargo de governador do Espírito Santo, na qual assumiu o posto em março de 1975 permanecendo até 1979.
Em 1994, ocupou o cargo de Ministro de Estado da Indústria, do Comércio e do Turismo, convidado pelo então presidente Itamar Franco, que assumiu a presidência da República após o processo de impedimento de Collor. Ao término do governo de Itamar, retorna ao cargo de senador e é indicado à liderança do governo no Senado da República, permanecendo até o fim de 1998.
No governo de Fernando Henrique Cardoso, 1999-2002, Elcio ocupou o cargo de Ministro Extraordinário da Defesa até janeiro de 2000. Nesse mesmo ano, foi obrigado a deixar o ministério sob denúncias de corrupção e favorecimento, após a CPI do Narcotráfico, que denunciou envolvimento de sua assessora e do irmão dela ao crime de lavagem de dinheiro e ligação com o crime organizado no Espírito Santo.
Em 2006, Elcio Alvares (PFL) foi eleito deputado estadual do Espírito Santo. Em 2010 foi reeleito para o mesmo cargo pelo DEM. Foi presidente da Assembleia Legislativa Capixaba entre fevereiro de 2009 e janeiro de 2011.
Em fevereiro de 2015, o ex-parlamentar assumiu o cargo de diretor-presidente da Banestes Seguros.
Elcio Alvares faleceu no dia 09 de dezembro de 2016.
Fonte: FGV. CPODOC Verbete: Elcio Alvares. Disponível em: <http://www.fgv.br/cpdoc/acervo/dicionarios/verbete-biografico/alvares-elcio . Acesso em: 08 jan. 2020.

Enrico Ildebrando Aurélio Ruschi
ERUSCHI · Pessoa · 10/09/1903 - 20/10/1956

Dr. Ruschi, nasceu em 10 de setembro de 1903 e faleceu em 20 de outubro de 1956, aos 53 anos. Formado em engenharia, começou sua carreira pública como encarregado de medições nos municípios de Santa Leopoldina e Santa Teresa, cargo que exerceu de 08/02/1926 a 06/02/1936. Foi eleito e empossado como prefeito do município de Santa Teresa, em 06/02/1936. Em 11/11/1937 foi mantido no governo municipal, por nomeação do Interventor do Estado, até 29/11/1939.
Fonte: Jornal - O Cultivador. Informativo Agrícola e Cutural da Escola Agrotécnica de Santa Teresa. São João de Petrópolis, outubro de 1956.

Eurico Rezende
ER · Pessoa · 1979 - 1983

Formado em direito pela Universidade Federal do Espírito Santo, começou sua militância política atuando como redator do jornal oposicionista A De¬mocracia, editado por estudantes, em Vitória. Protestou através de um telegrama endereçado ao presi¬dente Getúlio Vargas, contra a implantação do Estado Novo em novembro de 1937. Com a interceptação do telegrama antes que che¬gasse ao seu destino, foi preso e libertado dois dias depois.
Iniciou sua vida política como membro União Democrática Nacional (UDN), que tinha como objetivo, defender as liberdades democráticas e o desenvolvimento econômico autônomo do Brasil. Participou das articulações que resultaram no movimento político-militar de 31 de março de 1964, que depôs o presidente João Goulart (1961-1964).
Em sua vida profissional e política, ocupou diversos cargos e funções, visto que além de advogado, Eurico Rezende foi jornalista e professor. Foi superintendente do jornal A Tribuna, redator-chefe de A Gazeta e trabalhou no Diário de Vitória, todos na capital capixaba. Fundador da Universidade do Dis¬trito Federal, em Brasília, da Escola de Medicina da Santa Casa de Misericórdia, em Vitória, e da Universidade do Vale do Rio Doce, em Colatina (ES), foi reitor de uma universidade particular no Espírito Santo, professor de direito penal na Universidade do Distrito Federal e diretor da Faculdade de Administração de Empresas dessa instituição. Trabalhou ainda como professor e secretário no Ginásio Calçado, em Calçado (ES), deu aulas no Ginásio Conde de Linhares, em Colatina, e foi inspetor federal do ensino secundá¬rio.
Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº. 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renova¬dora Nacional (Arena), de orientação gover¬nista.
Foi deputado estadual, deputado federal e senador, representando o Espírito Santo. Quando senador foi líder do governo no Senado. Eleito de forma indireta, Eurico Vieira de Rezende governou o estado do Espírito Santo de 1979-1983. Eleito pela Assembleia Legislativa no dia 1 de setembro de 1978, tomando posse no cargo em 15 março de 1979 e cumprindo o seu mandato até o final em 15 de março de 1983.

Publicou “Abutres da habitação”; “A revolução e o Brasil”; “A revolução e o ensino”; “A revolução em debate - temas e teimas”; “O Vereador, esse injustiçado”; “Espírito Santo e a Constituição”; “O BID e o Brasil”; “O professor de direito e Debate nacional”.
Retorna politicamente em 1994, onde disputou uma vaga para o senado federal pela legenda do Partido Progressista Reformador (PPR), entretanto, não foi eleito.
Eurico Vieira de Rezende foi o último governador do Regime Militar no Espírito Santo.
Faleceu no dia 14 de abril de 1997.

Texto de Lucas Rodrigues Barreto

Referências:

BRASÍLIA, Senado Federal (Org.). Eurico Rezende: um pioneiro. Brasília: Senado Federal, 1973. 18 p.

FGV. CPODOC Verbete: Eurico Vieira de Resende. Disponível em: http://www.fgv.br/cpdoc/acervo/dicionarios/verbete-biografico/eurico-vieira-de-resende. Acesso em: 15 jan. 2018.

Fábio de Melo Tancredi
FMT · Pessoa · 1920 - 1940

Fábio de Mello Tancredi (1905-2018) foi um apaixonado pela fotografia e pelas paisagens capixabas.
Nascido no Rio de Janeiro e radicado em Vitória (ES), eternizou, com olhar sensível e artístico, a cidade e seus arredores entre as décadas de 1920 e 1940. Trabalhou com chapas de vidro e fundou o Foto Clube de Vitória, além de colaborar com a revista Vida Capichaba. Seu acervo, hoje preservado, é um tesouro da memória visual do Espírito Santo e foi doado pela família ao Arquivo Público do Estado do Espírito Santo.

O acervo fotográfico de Fabio de Mello Tancredi, reunindo mais de duzentas imagens em chapas de vidro e copias em preto e branco produzidas principalmente entre as décadas de 1920 e 1940, foi resgatado por seu sobrinho Fabio Ribeiro Tancredi e restaurado no Laboratório de Gestão de Sistemas de Informação (LABSID) da Universidade Federal do Espirito Santo-UFES. Este trabalho, com apoio da Lei de Apoio a Cultura do governo do Estado do Espirito Santo, foi transformado em livro e entregue ao público perpetuando a memoria e a alma da cidade de Vitória pelas lentes sensíveis e atentas de Tancredi que viveu intensamente a vida da cidade e de sua sociedade por 25 anos.

Formming
Pessoa
Governo Gerson Camata
Pessoa · 1983-1986

Natural da cidade de Castelo – ES, Gerson Camata nasceu em 29 de junho de 1941, filho de Higino Camata e Júlia Bragato Camata.
Formado em Ciências Econômicas pela Universidade Federal do Espírito Santo, no início de sua carreira Camata destacou-se como jornalista e radialista durante os anos 60, quando apresentou o programa “Ronda da Cidade.
A partir de 1966, começa sua longa trajetória política, sendo eleito para o primeiro cargo na vida pública como vereador de Vitória pelo Partido ARENA. Após o mandato no legislativo municipal, ingressou na política estadual ao eleger-se como deputado (1971-1975). Em seguida, atuou como deputado federal pelo Espírito Santo por dois mandatos consecutivos (1975-1979 e 1979-1983). Em 1982, tornou-se o primeiro governador eleito diretamente durante a ditadura civil-militar de 1964, derrotando o candidato Carlos Von Schilgen com 60,34% dos votos e sucedendo Eurico Resende.
A popularidade de seu governo no Palácio Anchieta o levou à Brasília mais uma vez, onde desempenhou o cargo de maior duração em sua carreira. Como senador capixaba foi eleito por três mandatos consecutivos, ocupando a cadeira no Congresso Nacional por 24 anos, de 1987 a 2011. Durante esse período, ressalta-se sua atuação na elaboração do Estatuto do Desarmamento e na criação da lei 11.687/2008, que instituiu o dia 21 de fevereiro como o Dia Nacional do Imigrante Italiano.
Faleceu em 26 de dezembro de 2018, no bairro Praia do Canto, Vitória - ES.

Hugo Borges
HUGB · Pessoa · 1923-2013

Hugo Borges foi um dos fundadores do MDB e participou da redemocratização do País ao lado de Ulysses Guimarães e Tancredo Neves. Administrou o município de Guarapari de 1973 a 1977 e foi deputado por cinco mandatos, presidindo a Ales entre 1985 e 1986 e chegando a governar o Espírito Santo na ausência de Gerson Camata e do vice.

Jayme dos Santos Neves
JASN · Pessoa · 24/08/1909 - 06/11/1998

Dr. Jayme dos Santos Neves, nasceu em Vitória em 24/08/1909 e faleceu em 06 de novembro de 1998. Formou-se pela Faculdade Nacional de Medicina, no Rio de Janeiro, em 1932. Atuou especialmente na área de tisiologia e tuberculose, exercendo suas funções em diversas instituições médicas, tais como o Dispensário de Tuberculose de Vitória e o Sanatório Getúlio Vargas, sendo seu fundador, em 1942. Além da participação em diversos conselhos, comissões e direções em centros de saúde, assim como diretor do Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes. Atuou como professor da Universidade Federal do Espírito Santo e pesquisador com vasta publicação de estudos e artigos acadêmicos na área da medicina. Participou de inúmeros congressos nacionais e internacionais, bem como foi convidado para participar de cursos e estudos internacionais no âmbito do controle e combate da tuberculose. Trouxe para o Espírito Santo o primeiro aparelho de pneumotórax fabricado no mundo, o qual sua fotografia compõe o acervo doado ao APEES. Dr. Jayme, também, foi fundador da Liga Espírito-santense Contra a Tuberculose teve expressiva atuação no combate ao tabagismo. Em seu acervo é possível observar sua atuação na defesa e estudos da vacina BCG, além de ter sido fundador e diretor do Sistema Integrado de Saúde - SIS - Vacinações. Também foi escritor, tendo publicado os livros: "Cantáridas e outros poemas fesceninos" (1984), "A Outra História da Companhia de Jesus" (1984) e "A Centopéia" (1989), sendo os dois últimos, integrantes do acervo. Toda sua vocação pela pneumologia se evidencia em seu escrito, extraído de seu acervo: "Eis que ao encostar o ouvido nas costas do paciente eu quase que via o seu pulmão". Enfatiza-se ainda, sua fala em discurso proferido como patrono da sexta turma da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Espírito Santo: "Não basta apenas ser poeta, o que importa é ser poesia. Não basta apenas ser artista, ser médico, ser amante. O que importa é ser a arte, a medicina, o amor. Não basta apenas ser místico, contemplativo, o que importa é ser Deus. Não basta apenas ser homem, meus filhos, o que importa é ser humanidade!". Também no acervo, em um trecho, é possível verificar seu interesse por futebol.

Jerônimo Monteiro
BR ESAPEES JM · Pessoa · 1908 - 1916
João Punaro Bley
BR ESAPEES JPB · Pessoa · 1930 - 1943

João Punaro Bley nasceu em Montes Claros (MG) no dia 14 de novembro de 1900, filho do engenheiro João Bley Filho e de Maria Punaro Barata.

Sua carreira discente iniciou-se no Grupo Escolar de Teófilo Otoni (MG), no Colégio Diocesano São José, no Rio de Janeiro — para onde sua família se transferiu em 1907 — e, de 1913 a 1917, no Colégio Militar de Barbacena (MG). Ingressou na Escola Militar do Realengo no Rio de Janeiro em 1918, de onde saiu aspirante-a-oficial de artilharia em 1920. Nesse mesmo ano, cursou a Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais, optando, em seguida, por servir no 4º Regimento de Artilharia, sediado em Curitiba, onde então trabalhava seu pai.

Ligado à carreira militar, Punaro Bley foi se ascendendo dentro dessa, recebendo menções honrosas e novas titulações militares com o passar dos anos.

Sua participação ativa nas questões militares o fez uma pessoa de destaque, recebendo propostas de cargos de confiança e também exercendo-os . Em 1928 exerceu a função de auxiliar de instrução da artilharia da Escola Militar do Realengo. Em 1930 foi promovido capitão.

Com a eclosão do movimento revolucionário de 3 de outubro de 1930, foi designado a combater as forças que se rebelaram no Espírito Santo. Com a crise de 1929, o Espírito Santo perdera espaço economicamente com a queda dos preços do café, agravando a situação de insatisfação por parte da sociedade civil. Funcionários públicos ficaram sem receber salários há meses. Com todo esse contexto Aristeu Aguiar, na época o governador, abandonou o cargo no dia 16 de outubro.

No dia 14 de novembro de 1930, Punaro Bley foi nomeado interventor federal no Espírito Santo, embora fosse um oficial sem tradição no estado e carente de experiência na administração pública. Posteriormente é nomeado interventor do Espírito Santo a mando de Getúlio Vargas. Esse episódio se deu pela acirrada disputa entre candidatos à presidência do Estado o que poderia desfragmentar a políticas federais, além do forte apoio a ele da Associação Comercial de Vitória.

A trajetória política de Punaro Bley, que comandou o Estado por quase uma década e meia foi extensa. Atuou como interventor federal de 1930 a 1935 (nesse período mostrou sua face autoritária, perseguindo jornalistas e opositores), governador de 1935 a 1937 e novamente interventor de 1937 a 1943 (com a decretação do Estado Novo (10/11/1937), Punaro Bley, que apoiou a medida, foi confirmado no cargo, agora novamente na qualidade de interventor federal).

Fernando Achiamé, no livro “O Espírito Santo na Era Vargas”, afirma que o Governo de Punaro Bley se caracterizou por uma “estratégia de conciliação de interesses”, na qual o interventor intermediava a política administrativa regional com a do poder central, exercido pelo Presidente da República Getúlio Vargas. No período diversas ações foram empreendidas, dentre elas: “a implantação de políticas públicas como saneamento financeiro, melhorias da prestação da educação e saúde, aparelhamento do porto de Vitória e criação do banco local”. Para Achiamé tratava-se de “um reformismo autoritário e modernizante”, que reforçava as hierarquias existentes e vinculava o Espírito Santo à política nacional.

Em março de 1940, foi promovido a major, retornou ao curso da Escola de Estado-Maior do Exército em 1942. Em janeiro de 1943, deixou a interventoria.

Sua administração no Espírito Santo se caracterizou inicialmente pela tentativa de pacificar as correntes políticas que disputavam sua preferência. Assentou as bases para o saneamento das finanças do estado, através da reorganização do Serviço de Tomada de Contas e do resgate de empréstimos, à vista e com abatimento de juros como registrado em seus discursos de governo. No que se refere à educação, procedeu à instalação da Faculdade de Direito do estado e à oficialização da Faculdade de Farmácia e Odontologia, além de criar a Escola Prática de Agricultura e desencadear a campanha de nacionalização do ensino nas áreas de colonização estrangeira.

Faleceu no Rio de Janeiro no dia 20 de abril de 1983.

Era casado com Alzira Bley, com quem teve duas filhas.

Arquivos relacionados a seu governo no Espírito Santo, como fotografias, solenidades, discursos e escritos estão preservados no Arquivo público do Espírito Santo (APEES). No Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (Cpdoc) da Fundação Getúlio Vargas, no Rio se encontra também seu arquivo pessoal.*

Texto de Lucas Rodrigues Barreto

Bibliografia:
ACHIAMÉ, Fernando A. M, O espírito Santo na era Vargas (1930-1937) – Rio de Janeiro: Editora FGV, 2010.

João Punaro Bley. Disponível em: http://www.fgv.br/cpdoc/acervo/dicionarios/verbete-biografico/joao-punaro-bley-1. Acesso em: 21 mar. 2018.

Arquivo Público digitaliza acervo de imagens do Interventor Federal João Punaro Bley. Disponível em: https://ape.es.gov.br/Not%C3%ADcia/arquivo-publico-digitaliza-acervo-de-imagens-do-interventor-federal-joao-punaro-bley. Acesso em: 21 mar. 2018.

José Celso Claudio
JCC · Pessoa · 1916 - 2015

Nascido na Serra, em 27 de setembro de 1905, José Celso Claudio iniciou sua vida pública como professor primário e, posteriormente, inspetor escolar. Em 1935 ocupou o cargo de Diretor do Grupo Escolar Professor Lellis Horta, na cidade de Alegre, a antiga Freguesia de Nossa Senhora de Penha de Alegre, havendo organizado com a colaboração do inspetor João Ribas da Costa, um congresso pedagógico - o segundo do estado. Durante a gestão de Eurico Aguiar Salles, no cargo de secretário de Educação e Cultura, José Celso Claudio Constituiu a Comissão de Prédios Escolares, da qual ocupava a presidência, constituída ainda por um médico, um engenheiro e um arquiteto. Em seguida, foi Diretor da Divisão da
Administração da Secretaria de Educação. Organizou o Departamento de Serviços Públicos, do qual foi diretor por duas vezes. Na década de 40, bacharelou-se em Direito, no primeiro governo de Carlos Lindenberg, foi Secretário de Educação, voltando a exercer esse mesmo cargo na administração de Rubens Rangel.
No governo de Hélcio Cordeiro, foi Diretor do Departamento de Administração, antigo Departamento de Serviço Público, que depois passaria a ser a Secretaria de Administração. Em 1949, propôs e obteve do Governador do Estado, Carlos Fernando Monteiro Lindenberg, a gratuidade do Ensino de todos os graus. Em janeiro de 1967, foi contratado para elaborar a reforma administrativa da Prefeitura Municipal de Vila Velha e, em 1968, foi nomeado procurador do citado município em cujo exercício esteve até julho de 1969.
Quando estava aposentado, retornou ao serviço público para atuar como colaborador no Gabinete da Secretaria de Promoção e Trabalho, havendo exercido, em substituição, o cargo de secretário, com o afastamento de titular, permanecendo depois na função de chefe de gabinete.
Quando no exercício do cargo de Diretor da então Divisão Técnica da Secretaria de Educação e Saúde, representou, por diversas vezes, o Estado do Espírito Santo nas reuniões do Ministério da Educação e Cultura sobre alfabetização de adultos. Quando Secretário de Educação e Cultura, compareceu à II Conferência de Educação realizada em abril de 1966 em Porto Alegre, e a diversas reuniões no Rio de Janeiro e finalmente à realizada em Brasília, em janeiro de 1967, todas relativas ao Plano Nacional de Educação.
Prestou relevantes serviços ao Estado, e além dos já citados, atuou na criação da Faculdade de Odontologia. Exerceu, por vários anos, as funções de Conselheiro do Instituto de Previdência e Assistência Jerônimo Monteiro. Foi também presidente da Associação dos Funcionários Públicos do Estado do Espírito Santo.
Elaborou diversos projetos de lei de reformas administrativas, estatuto dos funcionários públicos, classificação e reclassificação de cargos do funcionalismo estadual, é até hoje lembrado como uma das figuras na vida administrativa da história do Espírito Santo por sua postura, seu trabalho e sua atuação, prestados à causa pública. Tinha na faculdade de Odontologia a sala de prótese com o seu nome, na faculdade de Farmácia um pavilhão com seu nome e, em Laranja da Terra, um grupo escolar em sua homenagem.
Uma das principais ruas do bairro de Jardim Camburi em Vitória-ES leva o nome do professor, advogado, funcionário público e administrador que, por duas vezes, ocupou o cargo de Secretário de Educação. Destacouse pela construção de várias escolas no interior do estado e pela gratuidade do ensino público. Faleceu em 1975, aos 69 anos.

Max Freitas Mauro
BR ESAPEES MFM · Pessoa · 1937 - atual
Milson Henriques
MH · Pessoa · 1938 - 2016

Milson Henriques nasceu em 1938, em São João da Barra, no estado do Rio de Janeiro. Aos 14 anos, iniciou uma jornada pelo Brasil que o levou a cidades como São Paulo e Salvador, até fixar residência definitiva em Vitória, Espírito Santo, em 1964. Artista de múltiplas linguagens, Henriques construiu uma carreira marcada pela versatilidade e pelo compromisso com a arte e a comunicação. Atuou como jornalista em diversos veículos da imprensa local — A Gazeta, O Debate, A Tribuna e O Diário. Foi também chargista, escritor, poeta, dramaturgo, ilustrador e promotor cultural. Sua personagem mais conhecida, "Marly", a solteirona ao telefone, criada em 1973, tornou-se um ícone do humor gráfico no Espírito Santo, tendo alcançado circulação nacional.

Nilge Gouveia Limeira
BR ESAPEES NGL · Pessoa · 1909 - 2009

Nascida em 18 de abril de 1922, em Vitória-ES, Nilge de Almeida Barreto de Gouveia [Limeira] é a segunda dos 13 filhos de Nilo Barreto de Gouveia e Gedália de Almeida Barreto de Gouveia. Irmã de: Eny Barreto de Gouveia Glycério, Edyr Gouveia de Almeida Couto, Clície de Almeida Barreto de Gouveia, Carlos Xavier Paes Barreto Sobrinho, Francisco Severino de Almeida Barreto de Gouveia, Ariosto de Almeida Barreto de Gouveia, Maria Ridolfi Gouveia de Carvalho, Evany Barreto de Gouveia Alves, Iedda de Almeida Barreto de Gouveia,
Aline de Almeida Barreto de Gouveia, Nilo Barreto de Gouveia Filho e Anália de Almeida Gouveia Lins. Casouse aos 27 anos com Benigno Rodrigues Limeira, com quem teve três filhos: Luiz Fernando, Thales e Fabíola.
Nutriu ao longo de sua vida uma paixão em registrar momentos e acontecimentos do cotidiano. Através de fotografias e versos registrou histórias e sentimentos. Suas crônicas foram publicadas em coletâneas e jornais do Estado, principalmente em “A Gazeta”. Publicou quatro livros: “As Crônicas de Bolso” (1974), “Nilge Limeira e Seu Canto de Vida” (1981), “Três Momentos” (1990) e “Sandálias não Caminham” (1999). Trabalhou no Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo, onde se aposentou. Prestou assessoria também na Ordem dos Advogados do Brasil, seção Espírito Santo, organizando vários congressos no Estado e fora dele. No dia 30 de outubro de 1992 assumiu a cadeira de número 27 na Academia Feminina Espírito Santense de Letras. Definiase como uma pessoa que conseguiu se reerguer quando quase nada mais havia em pé, passando para todos, sempre, a mensagem de um olhar positivo da vida, com a pureza de uma criança em seu coração, onde a mágoa não penetra e o rancor passa longe. Faleceu em 26 de março de 2008, aos 85 anos.

Octavio Paes
OP · Pessoa · 1896 - 1990

Octávio Paes nasceu em Maceió (AL) e consolidou sua trajetória profissional no Espírito Santo, onde se destacou como fotógrafo e agente cultural. Radicado em Vitória, atuou de forma expressiva no registro da paisagem urbana, das manifestações culturais e do cotidiano capixaba, contribuindo significativamente para a preservação da memória visual do estado.