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Registro de autoridad
Foto Clube Espírito Santo
FCES · Entidad colectiva · 1945-1978

O Foto Clube do Espírito Santo (FCES) foi fundado em 1946, resultado da articulação entre fotógrafos amadores que se reuniam na tradicional loja “Empório Capichaba”, aberta na década de 1930 pelos imigrantes italianos Donato e Domingos Giafredo. Um ano antes, em 1945, esses entusiastas já haviam promovido a I Exposição de Arte Fotográfica de Amadores, o que sinalizava a força do movimento que culminaria na criação oficial do clube. Na assembleia de fundação, realizada em 1946, 22 sócios-fundadores marcaram presença, dando início às atividades do FCES.

Com o objetivo de fomentar a fotografia enquanto expressão artística, o clube passou a promover uma série de atividades formativas e culturais, como cursos, encontros, seminários e exposições. Entre suas principais iniciativas destacam-se os Salões Capixabas de Arte Fotográfica, realizados entre 1951 e 1978. Ao todo, foram promovidas 26 edições, sendo 22 delas acompanhadas de catálogos impressos. A partir de 1958, os salões adquiriram projeção internacional, consolidando o FCES como importante espaço de intercâmbio e visibilidade para a fotografia capixaba.

A produção fotográfica do clube foi marcada por uma diversidade de estilos e abordagens. Seus membros exploraram desde o pictorialismo e a estética moderna até vertentes mais ligadas ao fotojornalismo e à fotografia publicitária. Os registros produzidos nesse período retratam o Espírito Santo sob variados olhares — seja através de paisagens naturais, da arquitetura urbana, de cenas do cotidiano ou de retratos — compondo um valioso mosaico visual da vida capixaba nas décadas de 1950 a 1970.

Entretanto, a partir do final da década de 1970, o clube começou a perder força. O avanço da tecnologia fotográfica, com a popularização dos filmes coloridos e dos serviços comerciais de revelação, reduziu o interesse por técnicas manuais e pela fotografia em preto e branco. Esse contexto contribuiu para o declínio das atividades do FCES, cujo último salão fotográfico foi realizado em 1978, encerrando um ciclo de mais de 30 anos de atuação.

Apesar da dissolução formal, o legado do Foto Clube do Espírito Santo permanece vivo. Parte significativa de sua produção foi preservada e, mais recentemente, digitalizada pelo Arquivo Público do Estado do Espírito Santo (APEES), permitindo que o acervo continue a inspirar pesquisas, exposições e reflexões sobre a história da fotografia e da cultura visual capixaba.

Instituto Jones dos Santos Neves
IJSN · Entidad colectiva · 1975 - Atualmente

O Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN) é uma autarquia estadual vinculada ao Governo do Espírito Santo, que se destaca como um dos principais centros de produção de conhecimento aplicado às políticas públicas no estado. Criado em 1975, inicialmente como Fundação Jones dos Santos Neves, o instituto foi reestruturado em 1980, assumindo sua forma atual, com o propósito de fornecer subsídios técnicos e científicos para a gestão pública capixaba.

Ao longo de sua trajetória, o IJSN consolidou-se como uma instituição estratégica para o planejamento e o desenvolvimento socioeconômico do Espírito Santo. Sua atuação abrange a realização de estudos, diagnósticos e indicadores voltados à formulação, acompanhamento e avaliação de políticas públicas nas mais diversas áreas — como saúde, educação, segurança, mobilidade, habitação e desenvolvimento regional.

Com uma forte base em dados estatísticos e georreferenciados, o Instituto promove análises qualificadas e desenvolve projetos em parceria com órgãos públicos e instituições de pesquisa. Entre suas iniciativas de maior destaque está o Índice de Desenvolvimento Regional Sustentável (IDRS-ES), criado para orientar o planejamento territorial e a alocação de recursos com foco na redução das desigualdades sociais no estado.

Além do papel técnico, o IJSN também mantém um valioso acervo documental e fotográfico, com milhares de imagens e registros históricos que documentam obras públicas, personalidades e transformações urbanas no Espírito Santo ao longo do século XX.

Em 2025, o Instituto completou 50 anos de atuação, celebrando seu legado com uma nova identidade visual e reafirmando seu compromisso com a inovação, a transparência e a qualificação da gestão pública. Com uma equipe multidisciplinar e uma abordagem pautada na ciência e na técnica, o IJSN continua a contribuir de forma decisiva para a construção de políticas públicas mais eficazes, inclusivas e sustentáveis no estado.

Armando Falcão
ARMFALC · Persona · 11/10/1919 - 10/02/2012

Armando Ribeiro Falcão (1919–2010) foi uma figura de destaque na política brasileira durante o século XX, especialmente notabilizado por sua atuação durante o regime militar (1964–1985). Formado em Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, iniciou sua carreira pública no contexto do Estado Novo, integrando uma geração de políticos que transitaram com relativa fluidez entre diferentes regimes autoritários e democráticos.

Durante a década de 1950, Falcão ocupou posições importantes na administração pública federal, demonstrando afinidade com setores desenvolvimentistas do Estado brasileiro. Sua projeção política, contudo, consolidou-se durante o regime militar, quando passou a ocupar cargos de alta relevância, como o de Ministro da Justiça entre 1974 e 1979, no governo do general Ernesto Geisel

Alberto Lucarelli
ALBLUC · Persona · 1884 - 22/04/1967

Nascido em Gênova, Itália, no ano de 1884, era filho de Annita e Pedro Lucarelli, pequenos empresários do ramo de fabricação de chocolates. Lucarelli já dominava a técnica fotográfica desde a Itália, onde havia estudado em uma escola especializada.

Lucarelli emigrou para o Brasil acompanhado do cônsul italiano Luigi Petrochi, então residente no Rio de Janeiro. Inicialmente, fixou residência em São Paulo, onde iniciou suas atividades como fotógrafo. No entanto, em razão da intensa concorrência no setor — composta por ateliês consolidados, tanto de conterrâneos quanto de outros imigrantes europeus — decidiu transferir seu empreendimento para a cidade de Vitória, no Espírito Santo, chegando à capital capixaba no início do século XX.

Em Vitória, tornou-se pioneiro na instalação de um estúdio fotográfico de caráter permanente, estabelecendo-se na rua Duque de Caxias. Entre os anos de 1908 e 1912, exerceu a função de fotógrafo oficial do governo Jeronymo Monteiro, com quem manteve uma estreita amizade. Ambos compartilhavam, inclusive, o gosto por atividades de lazer como caçadas, realizadas nas matas das então remotas regiões da Serra e de Cariacica.

Lucarelli faleceu em Vitória em 22 de abril de 1967, deixando um legado importante para a história da fotografia no Espírito Santo.

Alfredo Mazzei
MAZZEI · Persona · 1930 - 1980

Alfredo Mazzei foi um dos mais importantes fotógrafos de sua geração. Nasceu em Ubá-MG em 1904, e transferiu-se para o Cachoeiro de Itapemirim-
ES no final da década de 1920, onde iniciou sua atividade fotográfica. Em 1931 transferiu-se para a capital do estado e logo firmou-se como um profissional que prezava pela qualidade e originalidade. Seus registros fotográficos compõem um panorama social, paisagístico e político de suma importância para a sociedade capixaba de hoje. Fonte: Furtado, Marcello França. Catálogo do acervo pessoal de Alfredo Mazzei / Marcello França Furtado. – Vitória: Interferências Filmes e Projetos, 2022. Disponível em: https://drive.google.com/file/d/1NNyOj5g3Ux65QobkhtoSSf-ifrDy6-6n/view. Acesso em: 19 mai. 2023.

Hugo Borges
HUGB · Persona · 1923-2013

Hugo Borges foi um dos fundadores do MDB e participou da redemocratização do País ao lado de Ulysses Guimarães e Tancredo Neves. Administrou o município de Guarapari de 1973 a 1977 e foi deputado por cinco mandatos, presidindo a Ales entre 1985 e 1986 e chegando a governar o Espírito Santo na ausência de Gerson Camata e do vice.

APEES · Entidad colectiva · 1908

Criado com o nome de "Archivo Público Espírito-Santense", em 18 de Julho, pelo decreto nº 135 do Presidente do Estado, Jerônimo Monteiro, como um anexo à Biblioteca Pública. Em 02 de dezembro a repartição foi regulamentada pela lei nº 559, como dependente da Secretaria Geral do Governo. O acervo existente e a ser recolhido ficou dividido em quatro ordens: 1ª Legislativa e Administrativa; 2ª Judiciária; 3ª História e Geografia e 4ª Literária e Artística.

Justiça Eleitoral do Espírito Santo
JE · Entidad colectiva · 1822 - 1937

Durante o período imperial brasileiro (1822–1889), o Brasil não contava com uma Justiça Eleitoral especializada. No Espírito Santo, como nas demais províncias do Império, a organização dos processos eleitorais era de responsabilidade de autoridades civis locais, tais como as Câmaras Municipais, os juízes de paz e os chefes políticos. A legislação que regia o sistema eleitoral incluía normas como a Lei de 1º de outubro de 1828 e o Código Eleitoral de 1842.

O sistema era marcado pelo voto censitário e indireto, restrito a uma parcela reduzida da população — homens livres, com mais de 25 anos (ou 21, caso fossem casados, bacharéis ou militares) e que comprovassem determinada renda anual. Tal modelo excludente refletia-se diretamente no Espírito Santo, cuja população majoritariamente rural e dependente do trabalho escravizado não participava da vida política.

As eleições eram conduzidas por "mesas eleitorais", compostas por cidadãos influentes da localidade. Práticas como o clientelismo, o voto de cabresto e denúncias de fraudes eram comuns, e os conflitos eleitorais eram encaminhados a instâncias legislativas, como a Assembleia Provincial ou a Câmara dos Deputados, carecendo de imparcialidade judicial.

Com a Proclamação da República, em 1889, o sistema eleitoral manteve-se controlado pelas oligarquias estaduais, e não houve avanços significativos em termos de democratização ou fiscalização. Durante a chamada Primeira República (1889–1930), os processos eleitorais no Espírito Santo continuaram sob forte influência dos grupos políticos locais.

A partir de 1930, com a Revolução liderada por Getúlio Vargas, iniciou-se um processo de reorganização das instituições políticas nacionais. Em 1932, foi promulgado o primeiro Código Eleitoral republicano, que instituiu o voto secreto, o sufrágio feminino e, pela primeira vez, uma Justiça Eleitoral autônoma e especializada. Nesse contexto, foi criado o Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo (TRE-ES), com a missão de organizar, fiscalizar e julgar os processos eleitorais no âmbito estadual.

Contudo, em 1937, com a instauração do Estado Novo, a Justiça Eleitoral foi extinta em todo o país, e as eleições foram suspensas por tempo indeterminado. O TRE-ES, assim como os demais tribunais regionais, teve suas atividades encerradas, vindo a ser restabelecido apenas em 1945, com o fim do regime autoritário e a redemocratização do país.

Câmara Municipal de Nova Almeida
Entidad colectiva · 1755 - 1917

Não foram encontradas informações referentes à constituição administrativa da entidade produtora ou acumuladora do fundo documental.

BR ESAPEES DER · Entidad colectiva · 1946 - Atual

Os Departamentos Estaduais de Rodovias surgiram em 27 de dezembro de 1945, a partir do Decreto-Lei Nº 8.463, de iniciativa do então presidente da República José Linhares.

Além de uma reorganização do Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER), que passou a ter autonomia administrativa e financeira, o Decreto-Lei determinava que os estados criassem seus departamentos para que os mesmos recebessem recursos do Fundo Rodoviário Nacional (FRN).

O Decreto 16.414, de 29 de março de 1946, assinado pelo então interventor federal no Espírito Santo, Aristides Alexandre Campos, eram criados o DER e o Conselho Rodoviário Estadual, subordinados ao secretário de Estado de Agricultura. O primeiro diretor do DER foi Dido Fontes de Faria Britto.

Era o início da trajetória de um órgão que se tornaria um dos mais importantes do Espírito Santo, contribuindo, decisivamente, para o desenvolvimento socioeconômico e sustentável do Estado. Os anseios e demandas da população capixaba fizeram com que o Departamento de Estradas de Rodagem ampliasse seu campo de atuação, com a elaboração de projetos e execução de obras de outras naturezas, como, por exemplo, aeródromo.

A Resolução nº 07, do Conselho Rodoviário Estadual (CRE), de 25 de março de 1947, aprovou, provisoriamente, as normas para projeto das estradas de rodagem constantes do Plano Rodoviário Estadual;

Em 02 de setembro de 1948, a resolução CRE nº 02 passou a exigir publicação de edital para concessão de linhas de transporte;

Em 20 de janeiro de 1949, a Lei nº 196 aprovou o Regulamento para o Transporte Coletivo de Passageiros nas estradas de rodagem estaduais;

A Resolução CRE nº 02, de 15 de junho de 1949, baseada no Decreto nº 16.141, de 29/03/1946, aprovou o Plano para Construção de Estradas e Caminhos Vicinais;

A Lei nº 511, de 16 de julho de 1951, desmembrou a antiga Secretaria de Agricultura, Viação e Obras Públicas, criando as secretarias de Viação e Obras Públicas e de Agricultura, Terras e Colonização;

A Lei nº 527, de 03 de outubro de 1951, previa 30% da dotação para o setor rodoviário;

A Resolução CRE nº 08, de 03 de dezembro de 1951, aprovou o Regulamento da Polícia Rodoviária do DER;

A Lei nº 664, de 26 de novembro de 1952, criou o Fundo de Pavimentação Rodoviária;

Por meio da Lei nº 2177, de 22 de dezembro de 1965, o DER foi reorganizado e deu prazo de 90 dias para o Poder Executivo baixar o regulamento e o regimento do DER, que passou a se designar DERES;

A Lei nº 2482, de 24 de setembro de 1969, estabeleceu o Conselho Nacional de Trânsito, na área do Espírito Santo, constituído do Departamento Estadual de Trânsito, de Circunscrições Regionais de Trânsito, do Conselho Estadual de Trânsito, Conselho Municipal de Trânsito e Departamento de Estradas de Rodagem;

A Resolução CRE nº 40, de 03 de dezembro de 1974, aprovou o Plano Rodoviário;

A Lei n 3043, de 3 de dezembro de 1975, estabeleceu as competências para a Secretaria do Estado do Interior e Transportes;

A Lei nº 3220, de 21 de julho de 1978, deu nova estrutura organizacional ao Departamento, que passou a ser designado DER-ES, como uma autarquia com personalidade jurídica de Direito Público e autonomia administrativa e financeira, vinculada à então Secretaria de Estado do Interior e dos Transportes;

Em 1979, por meio da Lei n 1328, passou a ser competência exclusiva do DER-ES a fiscalização de Trânsito nas Rodovias Estaduais e a guarda dos bens públicos situados na faixa de domínio, recriando a Polícia Rodoviária Estadual, com integrantes.

Em 27 de julho de 1979, o Decreto nº 1329-N, criou a Junta Administrativa de Recursos de Infrações (JARI/DER-ES);

A Resolução CRE nº 1831, de 20 de dezembro de 1982, aprovou o Sistema Rodoviário Estadual (SER);

Em 28 de setembro de 1990, por meio da Resolução CRE nº 3253, foi incluída a Divisão de Tráfego e Trânsito (DTT) na Estrutura Organizacional do DER-ES;

Em 2000, O Departamento Estadual de Rodovias (DER) passou por mudanças. O órgão, que atuava exclusivamente no setor rodoviário, foi unido ao Departamento Estadual de Edificações (DEO), passando a formar o Departamento de Edificações, Rodovias e Transportes do Espírito Santo (DERTES), por meio da Lei Complementar nº 223, publicada no Diário Oficial em 07 de janeiro de 2002. A área de Edificações, incorporada por meio da fusão realizada em 2000, passou a ser responsável por todas as obras de construção, reforma e ampliação de prédios públicos do Estado;

Em 03 de março de 2007, por meio da Lei Complementar n 381, o DERTES foi desmembrado em DER-ES (Departamento de Estradas de Rodagem do Espirito Santo) e IOPES (Instituto de Obras Públicas do Estado do Espirito Santo);

Em 01 de julho de 2011, por meio da lei complementar nº 591, ficou instituída 3 Comissões Julgadoras de Defesa Prévia (CJDP) na Estrutura Organizacional do DER-ES, para agilizar os trabalhos de julgamentos de Defesa Prévia de autos de infrações de trânsito e outras multas.

Em 30 de outubro de 2019 por meio da Lei Complementar nº 926, que também extinguiu o Instituto de Obras Públicas do Espírito Santo (IOPES), tranformou o Departamento de Estradas de Rodagem (DER-ES) recriado em 2007 em Departamento de Edificações e de Rodovias do Estado do Espírito Santo (DER-ES) vinculado a SEMOBI (Secretaria de Estado de Mobilidade Urbana e Infraestrutura), unindo o legado de edificações do antigo IOPES ao legado de rodovias do antigo DER-ES, sendo assim um departamento reponsável tanto pelas obras e conserva de rodovias quando as obras de edficações (construção, reforma e manutenção de prédios públicos) no estado.

Em 18 de janeiro de 2021, por meio do decreto Nº 4805-R ficou instituída a Diretoria de Governança responsável por dar suporte ao DER-ES em questões jurídicas, normativas, de integridade, de controle interno, de correição, de licitações, de contratos e de ouvidoria.

Em 31 de março de 2023, por meio da lei complementar nº 1.032, o DER-ES passa por uma reestruturação onde é criada a Diretoria Executiva Geral que dividira atribuições gerais do departamento com o Diretor Presidente. Essa nova diretoria dará auxilio as outras diretorias de área, nas questões técnicas e de contratações, definições estratégicas entre outras competências enquanto o Diretor Presidente ficará a cargo da representação do departamento junto ao Governo do Estado e da sociedade, questões internas de quadro pessoal e outras competências definidas nessa lei. Antes todas essas atribuições ficavam sob unica responsabilidade do Diretor Presidente, com essa alteração estima-se mais serenidade e agilidade nos processos com dois diretores dividindo atribuições gerais do departamento.

Fonte: Site institucional, disponível em: https://der.es.gov.br/historia. Acesso em: 06 ago 2024.

Paulo Sérgio Borges
BR ESAPEES PB · Persona · 1947 - 2011

Paulo Sérgio Borges nasceu em Vitória-ES, no dia 16 de junho de 1947. Filho mais velho dos quatro de Neuza Nader Borges e Hugo Borges. Paulo formou em Odontologia pela UFES em 1969. Oriundo de uma tradicional família política do Estado, seu pai foi prefeito de Guarapari na década de 70, deputado estadual por quatro mandatos consecutivos e presidente da Assembleia Legislativa.
Como dentista foi um dos pioneiros em Guarapari, onde nas décadas de 70,80 e 90 atendeu a população no seu consultório particular e na Unidade de Saúde Dr. Roberto Calmon. Trabalhou também no antigo Adauto Botelho em Cariacica, atual Hospital Estadual de Atenção Clínica –HEAC.
Aposentou pelo antigo Instituto Estadual de Saúde Pública (IESP) do Governo do Estado.
Seguiu a carreira política da família. Foi deputado entre os anos de 1995 e 1996, ano em que foi eleito prefeito de Guarapari, administrando o município entre os anos de 1997 e 2000.
Em Guarapari como prefeito, foram mais de 500 obras realizadas durante sua gestão. As mais importantes estão, implantação do Corpo de Bombeiros, instalação semafórica, iluminação panorâmica da orla da Praia do Morro, construção do primeiro Pronto Atendimento (PA), construção do CCZ, drenagem e pavimentação de diversas ruas e avenidas, construção de escolas, eventos nacionais, internacionais dentre outros.
Pelos relevantes serviços prestados à sociedade capixaba, Paulo Borges se destacou também na área do Turismo, divulgando as belezas e potencialidades do Espirito Santo pelo país quando foi presidente da antiga Empresa Capixaba de Turismo (Emcatur) na década de 80 no governo Gerson Camata. Realizou diversos eventos importantes, como Domingo no Trem, Febarro, Feira Capixaba dos municípios, Festival Internacional do Vinho, carnaval no centro de Vitória, Semana Capixaba no Rio, dentre outros eventos.
Faleceu no dia 6 de março de 2011, em Vila Velha-ES, deixando dois filhos e dois netos.
Conteúdo: a Coleção Paulo Borges contém 68 fotos, documentos, jornais, negativos e slides da família, quando foi presidente da Empresa Capixaba de Turismo-Emcatur na década de 80, Deputado Estadual 1995/1996 e prefeito de Guarapari – 1997/2000.